A cerclagem uterina é um procedimento cirúrgico que consiste na colocação de um fio ou fita em torno do colo do útero para evitar que ele se abra antes da hora, podendo assim, levar ao parto prematuro. É como se fosse um “amarre” que segura o bebê dentro do útero.
A cerclagem é indicada para pacientes grávidas que sofrem de Incompetência Istmo Cervical, que ocorre quando o colo do útero perde a capacidade de suportar o peso da gravidez, e também é comum em mulheres que possuem o colo do útero mais curto do que o considerado ideal.
Em ambos os casos, pode ocorrer aborto. Logo, trata-se de um procedimento cirúrgico cujo objetivo é evitar que a criança nasça prematura, permitindo uma gestação mais segura.
A cerclagem acomete cerca de 1% das mulheres. Essa condição é identificada no ultrassom transvaginal e exame de toque.
Existem três meios para tratar a doença:
A cerclagem uterina é realizada sob anestesia local ou geral. O procedimento pode ser feito por via vaginal ou por via abdominal.
A cerclagem uterina é um procedimento eficaz na redução do risco de parto prematuro. A taxa de sucesso da cerclagem uterina é de cerca de 80%.
O procedimento da cerclagem só pode ser realizado durante a gravidez e não é indicado para pacientes que ainda não engravidaram, mesmo que já tenham histórico de abortos anteriores.
A cerclagem pode ser realizada entre as 12 e 16 semanas de gestação. Para tanto, é aplicada, por via vaginal, anestesia epidural, na maioria dos casos.
Em alguns casos, o médico pode decidir realizar a cirurgia de cerclagem por laparoscopia.
A cirurgia de cerclagem uterina pode ser feita de urgência ou de forma programada, pelo obstetra.
De modo geral, a cerclagem uterina é um procedimento seguro, mas existem alguns riscos tanto para a criança quanto para a paciente. A exemplo de:
A cerclagem tem uma recuperação bastante rápida, sendo que a paciente pode voltar à sua rotina entre três a cinco dias.
No entanto, deve evitar fazer esforço, a fim de não comprometer os resultados esperados pela cirurgia de cerclagem.
De modo geral, é possível fazer a remoção da cerclagem após as 37 semanas de gestação.
No entanto, caso a paciente já saiba que o parto vai ser realizado por cesariana, não é necessário fazer a remoção da cerclagem, já que poderá ser válida para uma próxima gravidez.
Nesse sentido, todas as decisões devem ser alinhadas entre médico e paciente.
A cerclagem abdominal é um procedimento ainda pouco conhecido, sendo indicado quando já não é possível fazer a suturação por meio da vagina da paciente gestante, ou quando ela já foi submetida à cerclagem vaginal, e o procedimento não apresentou resultado.
O recomendado é que a cerclagem abdominal seja realizada antes da paciente engravidar, mas, caso não seja possível, a indicação é que seja feita após a 12ª semana de gestação.
A cerclagem abdominal deve ser feita pela via laparoscópica ou robótica. A abordagem minimamente invasiva é associada com melhor recuperação e menos chance de complicação.
Estamos à disposição para tirar todas as suas dúvidas e te auxiliar em tudo o que precisar. Conte conosco para que você tenha uma gestação tranquila e segura.